sexta-feira, 27 de julho de 2012

SINCERA AMIZADE

(para poetisa Genoveva Tavares)
Estar contigo é colher flores orvalhadas...
Um prazer tão grande que se torna indescritível...
É partilhar meus momentos,
de planos
de sonhos
de presente
de futuro.
É fazer de cada momento juntas
Uma viagem ao passado
Na certeza que estaremos amparadas
No presente,
É fazer de  cada minuto
Um momento especial.
Sim, tu me conheces...
Pra ti não há segredos
Minha alma se desnuda
E, transborda em alegria!...
E  quando chega a hora de nos separarmos,
Um fio tênue de tristeza me invade a alma...
Contigo não preciso de máscaras,
Tudo é verdade.
Por isso celebro agora
Nossa amizade

São Paulo, 20 de Julho de 2012

CELEBRAÇÃO

(para Enzo Miguel Siena Passos)

Vida que chega sem avisar!
Vida nova!
É a mesma vida que aqui está...
É a mesma vida que não quer calar.
A cada raiar do sol
Estamos a celebrar...
Vida em plenitude,
Com asas pra sonhar
Vida que se faz festa
E chega pra abençoar!
Vida que depende de outras vidas,
Está sempre a encantar...
Desperta em nós o carinho,
E a vontade de amar...

São Paulo, 11 de Julho de 2012

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

DO OUTRO LADO

Do outro lado da tela
Vejo a vida pulsar
Minhas crianças ficarem jovens
meus jovens a procriar
Observo a juventude
Que não posso mais me dar

São tantas as orações
Para a fé multiplicar
Lugares que são maravilhas
Que jamais irei pisar
São tantos os amigos
Que nunca irei abraçar

Me consolo nas poesias
Me informo na ciência
Me aqueço nos scrapts
pois só não pretendo ficar

Sentada por oras a fio
Olhando naquela tela
Ponho a mente a sonhar!

FEITO PARDALZINHO

Tal qual um pardalzinho
Vou vivendo meu caminho
Nas calçadas aquecidas
Salto queimando os pezinhos

Voos rasos, importantes
Entre arbustos,
Entre árvores gigantes
Não fico em ninho nenhum
Nasci pra vida migrante

Nas mesas,
Nos parques,
Nos chãos,
Encontro minhas migalhas
Nas sargetas, nas calçadas
Estão os meus goles d'água

Tão cinza é minha cor
Como o marrom das queimadas
Não canto doce melodia
Só chilreio o grito dos que sobrevivem
No grande jardim das cidades
"Celebrando o bem maior
Que é minha liberdade!"

VIDA

Ah! eu vou me dourar nesse sol
Andar ao acaso na cidade
Molhar meus pés no verde mar
Ver a juventude em plenitude
Sorrir e recordar...
Vou tagarelar com Sabrina
Feito duas marocas
Sorrindo!
Fazendo fofocas
Arrancar de Gabriel um olhar inocente
E um sorriso inesquecível
Contar história engraçada
Arrancar de mim mesma gargalhada
Vou bordar para futuro incerto
Fazer arte
Pintar o sete
Vou olhar para o céu
E me pratear na lua cheia
E contar tantas estrelas
Fazer pedido em segrêdo
Dizer a Deus:
Te amo, sou seu brinquedo

FEITO PARDALZINHO

Tal qual um pardalzinho
Vou vivendo meu caminho
Nas calçadas aquecidas
Salto queimando os pezinhos

Voos rasos, importantes
Entre arbustos,
Entre árvores gigantes
Não fico em ninho nenhum
Nasci pra vida migrante

Nas mesas,
Nos parques
Nos chãos
Encontro minhas migalhas
Nas sargetas, nas calçadas
Estão os meus gole d'água

Tão cinza é minha cor
Como o marrom das queimadas
Não canto doce melodia
Só chilreio o grito dos que sobrevivem
No grande jardim das cidades
"Celebrando o bem maior
Que é minha liberdade!"

sábado, 31 de julho de 2010

O PORTÃO

Quando o portão se fecha
duas realidades se distanciam
De um lado carros velozes
motocicletas nervosas
correndo para um destino
Gente alvoroçada
se movendo feito formiga
Comerciantes que vendem
até sonhos para menino.

Do outro lado porém
há projetos interrompidos
sonhos inacabados
em busca do impossível.
Choros e risos se misturam
numa química ilimitada
nos braços consoladores
que despertam uma esperança
do que resta dessa gente
separada por uma linha invisível
chamada Realidade!